terça-feira, 26 de julho de 2011

Mais de 150 mil noruegueses homenageiam vítimas de duplo atentado

Fonte: Opera Mundi | 25 de julho de 2011

 - autor: Efe
- autor: Efe
Mais de 150 mil pessoas participaram nesta segunda-feira (25/07) de uma marcha em Oslo e em outras cidades norueguesas para prestar homenagem aos 76 mortos no duplo atentado terrorista ocorrido há quatro dias  no complexo governamental em Oslo e no acampamento da juventude social-democrata, ligada ao Partido Trabalhista, na ilha de Utoeya. A manifestação ficou conhecida como marcha das rosas.

Na capital, os cidadãos desfilaram com flores e tochas pelo centro da capital, próximo do local onde o carro-bomba explodiu, liderados pelo príncipe herdeiro Aaron e pelo primeiro-ministro norueguês, o trabalhista Jens Stoltenberg.

No fechamento da concentração, na praça do prefeitura, Haakon ressaltou em discurso que "hoje as ruas estão repletas de amor", ao afirmar que decidiram responder "ao ódio com unidade".

"Escolhemos nos mobilizar em prol de nossos valores. A Noruega é um país em luto", afirmou Haakon.

Stoltenberg pediu aos noruegueses que mantenham seu caráter tolerante e não permitam que o "mal se apodere de todo um povo". A resposta aos atentados deve ser dada com "mais abertura, mais democracia", acrescentou.

A passeata partiu dos arredores do tribunal onde nesta segunda-feira o autor confesso do duplo atentado, Anders Behring Breivik, compareceu pela primeira vez e que fica próximo ao complexo governamental onde foi detonado o carro-bomba que matou oito pessoas.

Por sua vez, o líder da juventude social-democratas, Eskil Pedersen, visivelmente emocionado, assegurou que os ataques "mudaram a Noruega para sempre", mas que está nas mãos do povo decidir como será essa transformação.

"Ele arrancou algumas de nossas rosas mais belas, mas ele não pode parar a primavera", concluiu.

Para culminar a passeata, os participantes, com suas rosas ao alto, entoaram a canção norueguesa "Ja, vi elsker", que significa "Sim, nós amamos".

A passeata começou e terminou na praça da prefeitura de Oslo, mas após fechar-se a concentração oficial, a grande maioria dos participantes decidiu deslocar-se até a catedral para deixarem as rosas na entrada.

A Marcha das Rosas, formada em grande parte por famílias, levou quase meia hora para cobrir os 600 metros que separam ambos os lugares devido à quantidade de gente solidária que participava do ato.
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MTE promove palestra sobre terceirização da mão-de obra

Fonte: MTE | 26 de julho de 2011

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio de sua Consultoria Jurídica, promoverá no próximo dia 09 de agosto a palestra “Responsabilidade da União e a Súmula 331, do TST”, que trata da terceirização da mão-de-obra. A palestra será proferida pelo ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Aloysio Silva Corrêa da Veiga.
 
De acordo com o consultor jurídico do MTE, Jerônimo Jesus dos Santos, a palestra pretende lançar luzes e suscitar o debate em torno do tema da terceirização da mão-de-obra, assunto que, além de polêmico, carece de legislação específica.
 
“Esperamos que o ministro do TST apresente sugestões para os projetos que estão em andamento, tanto os de autoria do MTE quanto de parlamentares e centrais sindicais, que envolvem a esfera pública e privada”, disse o consultor.
 
O evento ocorrerá no auditório do MTE/MPS (Esplanada dos Ministérios, Bloco F, Edifício Sede – Térreo), às 9h30, horário de Brasilia.
 
A presença no evento deve ser confirmada nos seguintes e-mails: rafael.mundim@mte.gov.br e andrea.andrade@mte.gov.br.

REUNIÃO PDT-MG: PALESTRAS FOCARAM GESTÃO PARTIDÁRIA E CAMPANHA POLÍTICA

Foto: Luiz Fernando Caldeira
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Sirley Soalheiro falou sobre "O papel dos diretórios e comissões provisórias"

Preparar vereadores, prefeitos, presidentes comissões provisórias, presidentes de diretórios municipais e pré-candidatos para os desafios das Eleições Municipais 2012 também foi um dos focos da 1ª Reunião de Gestão Partidária do PDT-MG, realizada no sábado (2/7). Os diversos temas foram abordados por meio de palestras com participação aberta aos participantes que, no final, puderam tirar suas dúvidas e fazer perguntas aos palestrantes.
A jornalista Denise Russo, da equipe de Comunicação do PDT-MG, falou sobre o Plano de Comunicação e Propaganda do partido, pedindo a todos que façam uma reflexão sobre a utilização da Internet. Ela lembrou que seria difícil o PDT Estadual ligar para os todos diretórios e comissões do interior para saber o que está acontecendo em nível municipal em cada cidade.
“Defendemos a criação de uma rede, que vocês criem suas contas no Twitter, Facebook, Youtube a exemplo do PDT Estadual. Que criem seus sites ou blogs. Assim poderemos interagir e saber as notícias em grande número de municípios. E o melhor, a maior parte dessas redes sociais não tem nenhum custo. Também não vale dizer que não sabe. Procure um amigo, seu filho, alguém próximo que entenda um pouco e vamos criar uma rede do PDT. É fácil dizer que não tem verba ou não sabe, mas o pior é não ter iniciativa”, concluiu a jornalista.
Elaine Wermellinger, da Época Comunicação, fez palestra passando Noções de Marketing Político. Em sua fala, a especialista avaliou que é até possível ganhar uma campanha eleitoral sem estrutura profissional, mas sem marketing, não. “Marketing é mais cabeça e menos boné. Com uma leitura competente da cabeça do povo, pesquisa, conversa e feeling é grande a possibilidade de se ter uma campanha vitoriosa.”
Os Aspectos Jurídicos Partidários foram abordados pelo advogado Milton da Costa Val. Em sua exposição, a presidente da AMT/PDT-MG, Sirley Soalheiro, explicou o papel dos diretórios e comissões. “Chega época de eleição e todo mundo quer instalar comissões provisórias. Há municípios que têm diretórios e nunca promoveram uma reunião. O papel dos diretórios e comissões provisórias é reunir, promover ações partidárias e prestar contas sobre o que fizeram para melhorar a vida do cidadão.”
Sirley lembrou que os municípios com até 50 mil eleitores serão autorizados a realizar suas convenções, entre 2 de julho e 31 de agosto, desde que respeitem alguns critérios. “Os municípios precisam cumprir suas obrigações partidárias, ter dois movimentos organizados e a prestação de contas em dia”, explicou. Ela afirmou, ainda, que a data limite para as filiações vai até 7 de outubro, mas o melhor é puxá-la para 30 de setembro para evitar problemas de última hora.

PRESENÇA DO MINISTRO LUPI ENGRANDECEU REUNIÃO PEDETISTA

Foto: Luiz Fernando Caldeira
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O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, também presidente nacional licenciado do PDT Nacional, iniciou sua fala na 1ª Reunião de Gestão Partidária do PDT-MG destacando o papel de Itamar Franco. “Estamos num momento de consternação com a passagem do Itamar, um nacionalista, um patriota cuja a candidatura para o Senado contou com o nosso irrestrito apoio nas últimas eleições e que inclusive tem como suplente o companheiro Zezé Perrella. É uma grande perda, mas a vida continua. Vamos continuar lutando.”
Depois, Lupi lembrou que o PDT completou 31 anos, no dia 26 de maio, e que é preciso ter capacidade para se reciclar e continuar crescendo. “Essa reunião, aqui em Minas, é de fundamental para o partido em nível nacional. O PDT não cresce no país, se não houver avanço em Minas. Nós, pedetistas, temos honra e orgulho de nossos mitos – Getúlio Vargas, João Goulart, Darcy Ribeiro e Leonel Brizola. Que eles nos sirvam de inspiração nessa fase de novos desafios. 2012 é o ano do 12. É o ano de nos organizarmos para ter o maior número de candidatos. O nosso partido está se entrosando e é a nossa união, que fará um partido forte”, determinou.

MARCO ZERO: EM REUNIÃO DO PDT-MG, UNIÃO É APONTADA COMO TRUNFO PARA CRESCIMENTO NAS ELEIÇÕES 2012


Fotos: Luiz Fernando Caldeira
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Fala do Presidente do PDT-MG, Mário Heringer.

O PDT de Minas realizou no sábado (2/7) a 1ª Reunião de Gestão Partidária, na Câmara Municipal de Belo Horizonte, que contou com as presenças do presidente estadual do partido, Mário Heringer; do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi; dos deputados estaduais e federais da legenda. A reunião buscou maior aproximação com as lideranças do interior como estratégia para o crescimento do partido em todo o Estado nas Eleições de 2012, por meio do real comprometimento com as causas pedetistas e a fidelidade partidária. Durante o evento, foi divulgada na internet a morte do senador Itamar Franco, que foi homenageado com um minuto de silêncio.
Na fala de abertura, o presidente do PDT-MG Mário Heringer lembrou o intuito da reunião.“Estamos aqui para dizer que somos um time e que não nos reunimos somente em ano eleitoral. Não queremos que depois nenhum pedetista feche compromisso com outros partidos, alegando que não foi procurado por alguém do próprio partido. Minas tem 853 municípios, é maior do que muitos países. Hoje nós temos 2 deputados federais, 5 deputados estaduais, 2 secretários de Estado e seria impossível conversarem com todas as cidades. Então, esta ocasião serve para que todos possam conhecê-los e que na hora da eleição procurem nossos parlamentares ou até mesmo pela direção estadual.”
Mário Heringer defendeu uma avaliação sobre os casos de infidelidade partidária ocorridos no passado, mas sem retaliações. “Não faremos milagres, mas vamos tentar comporEstabeleço hoje como o dia de marco zero nas nossas relações. Temos que aplaudir e agradecer tudo que foi feito pelas gestões anteriores, mas queremos de agora em diante fazer maior e transformar o PDT no mais importante partido de Minas Gerais. E não tenham dúvida, de que juntos, podemos sim fazer o PDT crescer e se tornar o maior partido do Estado. O PDT vai ser o que Leonal Brizola queria. Seja um 12.”



O deputado estadual Tenente Lúcio, atualmente no segundo mandato, recordou as dificuldades que teve para eleger-se pela primeira vez quando contou com apoio de apenas dois prefeitos. “É fundamental que os nossos candidatos tenham o apoio de outros pedetistas que já estão no poder. E defendo inclusive que o PDT abra espaço na propaganda na televisão aos nossos pré-candidatos ainda desconhecidos em suas regiões. Vamos trabalhar para crescer, vamos trabalhar para vencer sob o comando do nosso grande presidente Mário Heringer”, defendeu.
Em seu primeiro mandato, o deputado estadual Luiz Carlos Miranda também afirmou que não foi fácil chegar na Assembleia. “Não tive apoio de nenhum prefeito. Contei com a ajuda de 6, 8 vereadores. Sou um operário, que teve votos em 835 municípios de Minas e fui eleito pelo povo. E digo que o PDT não é uma sigla partidária, como muitos pensam. O Brasil tem 4, 5 partidos políticos. O PDT está entre eles. Não há justificativa para ninguém estar no PDT e apoiar candidatos de outros partidos. Vamos por um ponto final nisso e começar do zero, como propôs o presidente Mário Heringer. É um marco zero. Vamos começar de novo, mas proponho como artigo 1º fidelidade partidária. Artigo 2º que se expulse do PDT quem pensa que está em um partido de aluguel”, finalizou.



deputado estadual Sargento Rodrigues, enfatizou a importância do marco zero proposto pelo presidente estadual do PDT e fez um alerta aos membros do partido. “Não é possível vereadores e prefeitos busquem outros partidos alegando de que não foram procurados pelos parlamentares do PDT. Minas é enorme. Vamos fazer diferente. Vamos trazer os vereadores e prefeitos e apresentá-los aos nossos 5 deputados estaduais, 2 deputados federais e 2 secretários de Estado. Se você é vereador e prefeito do PDT, precisa acompanhar nossos deputados. Se não nos redimirmos desse erro, o partido não cresce em Minas.”
Já o deputado federal Zé Silva contou sua trajetória que começo no pequeno município de Carneirinho, no interior de Minas. Ele relatou que viveu até os 17 anos no meio rural, sendo filho de uma família de agricultores familiares. “Essa é uma das bandeiras que defendo hoje, no Congresso Nacional, a do homem do campo. E sobre os companheiros que me antecederam falaram, quero dizer que concordo. O futuro é agora vamos fazer um PDT diferenciado. Precisamos de um partido forte e isso só conseguiremos juntos”, concluiu.
No encerramento de sua fala, o deputado Zé Silva contou as participantes da 1ª Reunião de Gestão Partidária do PDT a notícia de que o senador Itamar Franco acabara de falecer e pediu um minuto de silêncio. Após a pausa em respeito ao ex-presidente, ex-governador de Minas e Senador da República, o presidente do PDT-MG, Mário Heringer, também se pronunciou. “Quero reverenciar esse homem que marcou a política de Minas. Concordamos e discordamos em alguns pontos de vista com Itamar Franco, mas ele foi um exemplo de honestidade e ética – princípios que sempre nortearam o nosso partido”. No próprio sábado, o PDT de Minas enviou nota à imprensa sobre o falecimento do senador mineiro.

terça-feira, 5 de julho de 2011

A UNE se despede de um presidente amigo


A entidade manifesta seu pesar pela morte do senador e ex-presidente da República Itamar Franco (PPS), que devolveu a sede histórica da Praia do Flamengo, 132, aos estudantes

A União Nacional dos Estudantes (UNE) lamenta profundamente a morte do senador e ex-presidente Itamar Franco, 81, ocorrida neste sábado (02), no hospital israelita Albert Einsten, em São Paulo. O país, sem dúvida, perde um dos mais importantes brasileiros, que honrou durante sua vida pública as qualidades mais nobres de um democrata. Em todos os cargos que ocupou, Itamar sempre priorizou os interesses da pátria e do seu povo.

Por isso, os estudantes também zelam pela figura desse homem íntegro, protagonista de um momento significativo para a entidade. Em 1994, um ano após assumir a presidência do Brasil, Itamar devolveu aos estudantes a escritura do terreno da Praia do Flamengo, 132, no Rio de Janeiro, sede histórica da entidade demolida pela ditadura militar. Esta sempre foi uma luta incansável dos estudantes que, após o ato, tornou-se uma realidade concreta, mesmo com a disputa judicial entre os donos do terreno e a entidade, que, na época, travou qualquer tentativa de retomada.
A sensibilidade que o ex-presidente da República demonstrava a respeito da reconstrução da sede era visível. Tanto que o ato de entrega foi comemorado pelos estudantes no restaurante Lamas, no Rio, regado a muito chopp, na companhia que nada menos do próprio Itamar.
Filho da tradicional política mineira e bastante querido pelo seu povo, foi eleito duas vezes prefeito de Juiz de Fora, quatro vezes Senador e governador de Minas. Eleito vice-presidente da República, seu papel foi fundamental em um dos mais delicados períodos da vida política nacional, pós ditadura militar. Com muita determinação, assumiu a Presidência e a conduziu com grande capacidade, quando o titular foi tirado do poder pela força das passeatas contra a corrupção e o neoliberalismo.

Atento aos problemas do Brasil e, principalmente, àqueles que afetam a juventude, nunca deixou de dar conselhos e apoiar as bandeiras de lutas dos estudantes. Fica para a história o dia que Itamar abriu as portas do Palácio da Liberdade, sede do governo de Minas, para receber uma manifestação estudantil e também quando criou a lei que regulamentou as mensalidades escolares em 1993.

Itamar Franco estava internado desde o dia 21 de maio, quando foi diagnosticado com leucemia. Licenciou-se do Senado poucos dias depois para realizar o tratamento contra a doença e, segundo os médicos, vinha respondendo bem às sessões de quimioterapia. A UNE dá adeus com tristeza à aquele que devolveu a sede aos estudantes.

Assista ao vídeo do terreno da UNE:



Da Redação

segunda-feira, 4 de julho de 2011

NOVO SENADOR É PDT

Suplente de Itamar Franco no Senado é presidente do Cruzeiro
José Perrella, ou Zezé, como é conhecido, chega ao Senado após ter passado pela Assembleia de Minas e Câmara dos Deputados

IG
O suplente do senador Itamar Franco, José Perrella de Oliveira Costa, mais conhecido como Zezé Perrella (PDT-MG), é o atual presidente do Cruzeiro Esporte Clube e tem em sua biografia duas passagens pelo poder legislativo. Foi deputado federal pelo PFL (1999-2003) e deputado Estadual pelo PDT (2006-2011). Com a morte do titular da vaga, chega pela primeira vez ao Senado brasileiro.
No Cruzeiro, Perrella tem quase 10 anos como dirigente máximo do Clube. Foi presidente entre 1995 e 2002. Deixou o cargo para que seu irmão assumisse a vaga e retornou em 2009. Sob seu comando, a raposa conquistou 14 títulos, sendo os mais importantes a Copa do Brasil de 1996 e a Libertadores da América do ano seguinte.
Fora da política e do futebol, atuou como empresário do ramo agropecuário e introduziu seu filho, Gustavo Perrella, de 27 anos, em todas as suas áreas de atuação. O herdeiro é o atual vice-presidente de futebol do Cruzeiro, deputado Estadual pelo PDT e teve transferido para seu nome, antes das eleições de 2006, 47,5% de uma fazenda avaliada em R$ 60 milhões. Outros 47,5% estão em nome da filha de Zezé, Carolina, de 25 anos, e os 5% restantes são de um sobrinho.
Por causa da fazenda localizada no município Morada Nova de Minas, Zezé é investigado pela Polícia Federal, que abriu inquérito para apurar se a mesma foi usada para lavagem de dinheiro ou enriquecimento ilícito.
O futuro senador nega qualquer irregularidade, e diz que adquiriu a fazenda em 1999 e somente após anos de trabalho e reinvestimentos de lucros conseguiu tornar o negócio rentável, faturando cerca de R$ 20 milhões por ano.
Além do inquérito relativo à fazenda, Zezé foi alvo da Polícia Federal em outras duas investigações. Elas davam conta da venda de jogadores de futebol. Uma delas envolveu o zagueiro da Seleção Brasileira Luisão, negociado para um time do Uruguai onde a PF viu indícios de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Sobre o caso, Zezé destacou que o Ministério Público e a Polícia Federal examinaram "exaustivamente" a documentação de venda dos jogadores "sem que a Justiça Federal tenha oferecido nenhuma denúncia".

MORREU UM PATRIOTA


AGÊNCIA ESTADO
O ex-presidente e senador Itamar Franco (PPS), de 81 anos, faleceu na manhã deste sábado, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde estava internado desde o dia 21 de maio para tratar de leucemia.
Desde então, ele permanecia licenciado de suas atividades no Senado. Nos últimos dias, o ex-presidente apresentou um quadro de pneumonia grave e precisou ser transferido para a UTI do hospital.
Baiano no registro civil, Itamar se tornou um dos mais destacados e comentados políticos mineiros das últimas décadas.
Para o País, surgiu na eleição presidencial de 1989, como candidato a vice de Fernando Collor de Mello.
Terminou por assumir a Presidência da República após o impeachment do ex-governador alagoano. Mesmo entre os mais críticos, Itamar costumava ser reconhecido pela retidão ética.
Igual reconhecimento ele sempre cobrou em relação ao legado da estabilidade do País: econômica, com o lançamento do Plano Real durante seu governo; e política, com a transição após o desastroso desfecho da gestão Collor.
Itamar nasceu em 28 junho de 1930 a bordo de um navio de cabotagem, no mar entre o Rio de Janeiro e Salvador.
A mãe, dona Itália Cautier, havia ficado viúva de Augusto César Stiebler Franco pouco antes do nascimento do filho e o registrou na capital baiana, onde morava um tio. Mas Itamar cresceu e tomou gosto pela política em Juiz de Fora (MG), origem de sua família.
Engenheiro civil, formou-se em 1955 e naquele mesmo ano estreou na política se filiando ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).
Em vão, tentou se eleger vereador em 1958 e vice-prefeito, em 1962. Alcançou o primeiro cargo público – a prefeitura da cidade – cinco anos depois, já filiado ao antigo MDB após o golpe militar de 1964 e o estabelecimento do bipartidarismo. Ficou no Executivo municipal até 1971.
No ano seguinte, conquistou um novo mandado na prefeitura, mas em 1974 renunciou e foi eleito senador por Minas Gerais.
Já no PMDB, após o restabelecimento do pluripartidarismo, Itamar foi reeleito para mais um mandato de senador em 1982, na chapa que levou Tancredo Neves ao governo de Minas.
Em 1986, deixou o PMDB e filiou-se ao PL para disputar o governo de Minas. Acabou derrotado justamente pelo peemedebista Newton Cardoso, que havia lhe fechado as portas no antigo partido.
Itamar voltou ao Senado, participou dos trabalhos da Assembleia Constituinte, mas antes de encerrar o mandato aceitou o convite do então jovem governador de Alagoas, Fernando Collor de Mello, para compor como vice a chapa vitoriosa na campanha presidencial de 1989.
O senador por Minas deixou então o PL para ingressar no obscuro Partido da Reconstrução Nacional (PRN).
Mas rusgas com Collor começaram ainda na campanha. Tanto que o presidenciável teria solicitado uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para saber se poderia trocar seu candidato a vice.
Com o impeachment de Collor, Itamar assumiu formalmente a Presidência em dezembro de 1992. Já havia se desligado do PRN e procurava cada vez mais acentuar as diferenças com o ex-presidente, acossado por uma sucessão de denúncias de corrupção.
No cargo, Itamar propôs uma política de entendimento nacional, mas sua gestão derrapava na escolha do primeiro escalão, para onde tinha levado antigos companheiros de Juiz de Fora. Por isso, seu governo passou a ser conhecido como a “república do pão de queijo”.
Para cientistas políticos, o momento crucial do governo Itamar, porém, se dá mesmo com a chegada de Fernando Henrique Cardoso ao Ministério da Fazenda, quando começa a implantação do Plano Real, que resulta na estabilidade econômica do País.
“Itamar foi um personagem errático, seu acerto foi chamar o Fernando Henrique Cardoso”, avalia o professor de Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Carlos Ranulfo. á para Rubem Barboza Filho, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Itamar demonstrou nesse episódio “enorme cálculo político”. “Uma aposta que só um político audacioso poderia fazer”, observou.
O sucesso do plano econômico impulsionaria a eleição de FHC naquele ano e Itamar ganhou como prêmio as embaixadas brasileiras em Portugal e na Organização dos Estados Americanos (OEA).
Mas seu sonho era voltar ao Palácio do Planalto. Ele se sentiu traído quando o Congresso aprovou a reeleição e rompeu relações políticas com seu ex-ministro em 1998.
Itamar acusou Fernando Henrique de interferir na convenção extraordinária do PMDB, que lhe tirou a chance de disputar a Presidência naquele ano.
Depois de passar pelo governo de Minas Gerais, Itamar continuou ativo na política nacional e, filiado ao PPS, ele foi eleito senador no ano passado, numa campanha que contou com forte presença de Aécio Neves.
Publicado por jagostinho @ 15:03